Segunda-feira, 20 de Junho de 2005

Paralímpicos - Atletas acusam ACAPO de desviar verbas

Sete atletas paralímpicos acusaram hoje a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) de desviar verbas dos contratos-programa celebrados com o Estado destinadas à preparação de desportistas.

"A ACAPO recebeu da FPDD (Federação Portuguesa de Desporto para Deficientes), no âmbito dos contratos-programa para a preparação dos atletas paralímpicos, referentes ao ano de 2004, 76.000 euros, tendo desviado tais verbas para outras actividades ou despesas da associação nada relacionadas com o desporto", acusam os atletas, em comunicado.

De acordo com a nota, a utilização indevida das verbas pela ACAPO, responsável pela área do desporto praticado por deficientes visuais, pode inviabilizar a participação de Gabriel Potra e de outros nos Campeonatos da Europa de atletismo para atletas com deficiência, que se realizam na Finlândia, em Agosto.

O comunicado, subscrito por Gabriel Potra, Carlos Lopes, José Rodolfo Alves, Nuno Alvez, Carlos Ferreira, Paulo Coelho e José Alberto Gameiro, sublinha que a ACAPO exige agora ao atleta "que pague do seu próprio bolso 1.600 euros por forma a custear a sua inscrição e viagem".

Gabriel Potra, campeão do Mundo e da Europa, respectivamente em 2002 e 2003, de 200 e 400 metros, é recordista mundial da volta à pista e é um dos elementos da estafeta portuguesa de 4x100 metros detentora dos títulos mundial e europeu.

O comunicado sublinha que Gabriel Potra tem conseguido resultados de destaque desde 1998, à excepção do ano anterior, devido a uma cirurgia, e acrescenta que nesta época já participou em várias provas obtendo mínimos para os Europeus.

"A ACAPO, ao desviar verbas do desporto para outras actividades, não prejudicou apenas o atleta Gabriel Potra, mas também todos os outros atletas detentores de mínimos para participar no Campeonato da Europa e que assim se vêem impedidos de o fazer", lê-se na nota.

Os atletas entendem que a FPDD deve também "assumir a sua quota-parte de responsabilidade, já que não definiu mecanismos de controlo, visando conhecer realmente o modo como as áreas de deficiência utilizam as verbas destinadas ao desporto".

Os dirigentes da FPDD são ainda acusados de, "em tempo de crise", manter "um leque significativo de actividades e de viagens ao estrangeiro".


Fonte:Lusa
publicado por vitorinonuno1 às 08:15
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