Sexta-feira, 27 de Maio de 2005

Mensagem do Governo aquando do II Torneio da GesLoures de Natação Adaptada

Intervenção da SEAR na inauguração da Exposição de Homenagem aos Atletas Paralímpicos


Intervenção da Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação na inauguração da Exposição de Homenagem aos Atletas Paralímpicos

Foi com enorme gosto que aceitei o convite para estar presente na inauguração da Exposição de Homenagem aos Atletas Paralímpicos, que assinala a abertura do II Torneio de Natação Adaptada Gesloures.

O XVII Governo Constitucional assumiu há cerca de dois meses a missão de dar, não só uma maior visibilidade à área da Deficiência, que se traduziu na criação de uma área governativa em que a Reabilitação assume um papel central, como, sobretudo, de contribuir de forma decisiva para que as respostas que tardam em surgir, nas diferentes comunidades e realidades ligadas às pessoas

com deficiência, sejam cada vez mais efectivas, coerentes e sustentadas.

Este caminho que vamos percorrer juntos, e para o qual nos sentimos altamente motivados e empenhados, só poderá ter sucesso se em conjunto, conseguirmos mobilizar os principais actores da Reabilitação em Portugal.

De entre estes actores, gostaria de destacar:

As Associações, nas suas múltiplas formas de organização, e que são quem no terreno melhor conhece a realidade das situações;

As entidades públicas, a quem cabe um papel fundamental de orientação, mediação e inclusão para que, progressivamente, se vão eliminando as barreira físicas, arquitectónicas e sociais que teimam em subsistir na Sociedade, canalizando de forma cada vez mais justa e criteriosa, os meios e as ajudas disponíveis;

As empresas que vão sendo progressivamente conquistadas para a causa do envolvimento e da parceria com as comunidades em que se inserem;

As autarquias, e permitam-me aqui relevar o papel cada vez mais dinâmico que estas vêm assumindo, através não só de iniciativas como esta a que hoje assistimos, mas também pela criação de mecanismos e estruturas vocacionados para o atendimento e encaminhamento dos cidadãos portadores de deficiência;

Os media, sem os quais não haverá verdadeira consciencialização e divulgação do muito que ainda há por fazer neste sector.

Enfim, de todos os parceiros que vamos conseguindo conquistar para esta grande e nobre causa da construção de uma sociedade cada vez mais justa e mais igual.

Gostaria, se me permitem, de felicitar a Federação Portuguesa de Desporto para Deficientes, pelo trabalho que vem desenvolvendo de forma dinâmica e em boa articulação com as várias Associações nacionais e internacionais, de promoção do desporto para as pessoas portadoras de deficiência, sendo que, da nossa parte, tudo faremos, e estou certa que o Senhor Secretário de Estado da Juventude e do Desporto será um parceiro privilegiado, para o estabelecimento de metas e de resultados que melhorem, significativamente, as condições de acesso destes desportistas à prática de um número cada vez maior de modalidades.

Temos, igualmente, de cativar mais gente para a prática do desporto. As estatísticas indicam que os hábitos de vida nos tornam cada vez mais aptos a doenças típicas das sociedades modernas e desenvolvidas.

Este objectivo revela, não só, a preocupação em evitarmos que cada vez mais pessoas sofram de doenças que as incapacitam para uma vida sem restrições e sem constrangimentos, como também, a necessidade de envolvermos as comunidades em actividades que as aproximem e ajudem a criar laços fortes de identidade social e cultural, contribuindo naturalmente e sem restrição para a fruição universal de oportunidades e de equipamentos.

O desporto constitui uma das principais formas de integração da pessoa deficiente na sociedade, dado o seu papel preponderante para o aumento da auto confiança e da auto estima.

O facto de se basear em regras sociais e técnicas que põem à prova as capacidade individuais de competição, mas também de entre ajuda e cooperação, só traz vantagens à plena reintegração na vida em sociedade.

É um factor fundamental para a inclusão e para a tomada de consciência de que as pessoas com deficiência se tratam de cidadãos iguais aos outros, que têm de lutar e de participar num mundo cada vez mais competitivo.

A natação é neste contexto das modalidades desportivas, uma das que permite maior abertura a todas as áreas de deficiência, sendo o seu exercício conhecido pelos excelentes resultados que permite obter como meio correctivo, terapêutico, e de melhoria das capacidades motoras, a par com aspectos recreativos que tornam a sua prática extremamente lúdica e indutora de um bom equilíbrio emocional e afectivo.

Escusado será dizer que esta é, claramente, uma das áreas do desporto para deficientes que devemos acarinhar e estimular, pois só poderá trazer benefícios, de vária ordem, para os seus praticantes.

Um dos desafios que se nos colocam na área do Desporto, é a necessidade de eliminação das barreiras arquitectónicas nos espaços e infra-estruturas desportivas, de forma a aumentar, substancialmente, o número de praticantes desportivos.

É também fundamental inverter a situação existente nos largos milhares de clubes existentes em Portugal, dos quais apenas, pouco mais de duas dezenas, têm modalidades para pessoas com deficiência. Cabe também nesta área, a todos nós, dirigentes, associados, praticantes ou simpatizantes, desenvolver todos os esforços que conduzam a uma abertura dos clubes à prática do Desporto para pessoas com deficiência.

Os resultados alcançados pelos nossos atletas paralímpicos têm sido um factor muito importante de divulgação da prática do Desporto para Deficientes, dando mostras das potencialidades e dos benefícios que o desporto e a sua prática podem significar para o desenvolvimento do associativismo desportivo e do próprio país.

Cabe aqui uma palavra de estímulo à GesLoures, empresa municipal que soube apostar na diversificação das suas actividades, sem esquecer que é possível gerir de forma equilibrada e com planeamento, ao mesmo tempo que se abre à comunidade nos seus aspectos diversos e integradores.

A natação adaptada, cuja segunda edição aqui nos reúne, é disso a melhor prova, esperando que este seja apenas o início de um longo percurso, para a empresa, para os seus dirigentes e para os seus utentes que é toda a comunidade que serve, coroado de êxitos e de sucesso.

Finalmente, o meu reconhecimento aos atletas paralímpicos e a todos aqueles que não entrando em competições internacionais, começam a dar o melhor que têm e sabem, para que o nosso desporto e o nosso país, sejam uma referência de qualidade, de exemplo, de trabalho solidário e de espírito ganhador que a todos orgulha e engrandece.

In site Portal do Governo
publicado por vitorinonuno1 às 10:45
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