Segunda-feira, 27 de Novembro de 2006

Leila Marques - A Campea

Leila Marques, natação
Paula Cosme Pinto
 
Tem 24 anos e já conquistou a medalha de bronze nos 100 metros bruços, no Campeonato do Mundo.
 
 
Leila Marques, natação
Nuno Botelho
«Nunca me senti uma coitadinha. Vivo numa correria, com muito cansaço, mas também com muito prazer». É com esta fórmula mágica que Leila Marques concilia as cinco horas de treino diário na piscina de Loures e a profissão de médica na Maternidade Alfredo da Costa.
Acorda às seis da manhã para duas horas na piscina. As oito horas que se seguem são passadas no hospital e, ao fim da tarde, regressa ao treino. A deficiência congénita no braço direito poderia até ser um entrave no meio desta «ginástica diária», mas a atleta nunca a viu como uma dificuldade. «Fui educada para me fazer valer a mim própria». Com esta atitude, Leila mergulhou profissionalmente na natação aos 11 anos e transformou-se numa referência internacional do desporto para deficientes.
Em 1996 viajou até Atlanta para participar nos Jogos Paralímpicos. Não trouxe medalhas mas viveu o momento mais marcante da sua carreira: «Ver o acender da chama olímpica pela primeira vez».
As glórias e os títulos começaram aos 17 anos, com a medalha de prata nos 100 metros bruços, no Campeonato da Europa. Depois desta vitória, Leila nunca mais parou. Bateu todos os recordes nacionais de natação e levou Portugal ao pódio por duas vezes em campeonatos do mundo. «É fantástico envergar a camisola nacional. O reconhecimento do todo o esforço traz muita emoção, acabo sempre por verter uma lagrimazinha».
No entanto, é na Medicina que planeia o futuro. No desporto, ainda há desafios para terminar em grande: o Campeonato do Mundo, ainda este ano, e os Paralímpicos de Pequim, em 2008.
Ao fim de 12 anos em competição, com uma licenciatura pelo meio, a nadadora confessa que «a cabeça e o corpo já imploram por descanso». Leila ainda não pretende abrandar: «Vale a pena o esforço, a recompensa é a felicidade».

 

NATAÇÃO

A natação começou como uma actividade da reabilitação e de lazer, mas tornou-se logo num dos desportos mais populares e altamente competitivo para atletas com deficiência.

As competições estão abertas aos sectores feminino e masculino, dirigidas às deficiências, visual e às locomotoras (deficiências motoras e paralisia cerebral).

Os atletas com deficiências locomotoras, são agrupados nas provas dos diversos estilos (livres, costas, bruços, mariposa e estilos), por classes de acordo com as suas capacidades funcionais, podendo por isso atletas de diferentes áreas de deficiência nadarem na mesma prova.

É modalidade do Programa Paralímpico desde os primeiros Jogos em Roma no ano de 1960

in expresso http://expresso.clix.pt/Actualidade/Interior.aspx?content_id=372780
publicado por vitorinonuno1 às 09:37
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