Sábado, 9 de Dezembro de 2006

EMOÇÃO AO RUBRO – MAIS 2 MEDALHAS PARA PORTUGAL

Grande actividade esta manhã, no último dia aqui na piscina de Kings Park’s Pool, em Durban, para os nadadores portugueses, já que amanhã a competição de águas abertas vai decorrer na albufeira da barragem de Alzelmere Dam.
 
Com motivação redobrada pelos bons resultados obtidos ontem, tentam de forma derradeira as melhores performances que estejam ao alcance, agora que o cansaço acumulado por várias provas e seis dias de competição já não se pode iludir, mas sim gerir da melhor forma.
 
David Grachat foi o primeiro nadador a entrar em prova, disputou a prova “rainha” da velocidade, os 50m livres, classe S9. Foi o 4º melhor tempo das cinco eliminatórias, 27.39, novo Recorde da Europa, uma proeza que ele repete neste Campeonato. A prova dos 100m livres S9 de Leila Marques não teve o mesmo desfecho, foi 11ª, com 32.71,o que a afastou da final. Já perpétua Vaza conseguiu in extremis apurar-se para a final dos 100m estilo livre classe S3. Ainda nesta mesma distância nadaram Nelson Lopes (S4), Maria João Morgado (S5) e Diana Guimarães (S4). Os dois primeiros não passaram à final, tendo Nelson Lopes ficado pelo 9º lugar e Maria João Morgado 10º. Quanto a Diana Guimarães parece não acusar o esforço dispendido com as brilhantes prestações de ontem à tarde, pois conseguiu o 5º tempo no conjunto das duas eliminatórias da classe S5, preparando-se para disputar a final esta tarde.
 
Sopra um forte vento vindo do mar, esta tarde em Durban, o Verão aqui parece deambular à procura de coisas que não se pareçam com um retrato instantâneo da realidade, mas que revelem este jogo profundo, tribal, que sobrevive, o “Ubunto”, a compaixão e humanidade.
 
Na piscina fazem-se os últimos acertos nos vários sistemas, cronometragem, resultados, cerimónias, enquanto os atletas vão chegando para o aquecimento.
O primeiro português a entrar em prova, como aconteceu na sessão da manhã, é David Grachat. Entra com um olhar vazado pelo espelho de água que se estende à frente. Entra no espelho e quando após ter tocado a parede se vira para perscrutar nos dígitos brilhantes do quadro negro, tem uma certeza, a de que voltou a bater o Recorde da Europa alcançado esta manhã, é 4º com a marca de 26.94. A David fica a faltar neste Campeonato apenas uma medalha para dar mais expressão à excelente prestação deste nadador.
 
Todos se despedem à sua maneira deste Campeonato do Mundo, cai várias vezes o mundo aos pés dos melhores tempos feitos pelo querer, que manda mais que tudo, não havendo corpo que se não desloque à procura dessa imaterialidade.
 
Chega a vez de João Martins, o atleta que quer provar que poderia sair daqui com três provas e três medalhas senão fosse a irracional e teórica percepção dos juízes no primeiro dia de prova em que resolveram penalizá-lo por movimentos involuntários (espasmos) que são uma característica dos atletas da classe S1 com paralisia cerebral. E assim aconteceu! Teimosamente, o João Martins chegou ao bronze e ficou provado que ganhou. Diana Guimarães fez mais uma prova de nível, acabando em 6º nos 100m livres. Perpétua Vaza esteve em todas as finais da sua classe S3 e os 100m não foi excepção, foi 8ª, melhorando a sua marca pessoal da época.
 
Mas o momento da noite estava para chegar, quando começou a estafeta de 4x50m estilos. A equipa nacional é composta por Perpétua Vaza, Diana Guimarães, Simone Fragoso e Leila Marques. No primeiro percurso parecia difícil atingir o pódio, mas grandes pontas finais de todas as nadadoras, mas, particularmente, de Simone, fez com que Portugal fechasse o Campeonato do Mundo com a medalha de Prata.
Na Piscina do Kings Park Aquatic Centre, a Grã-Bretanha era o Ouro e o México Bronze. E acreditem ou não o Campeonato fechou com os espectadores a gritar “Simone, Simone!!”
 
Na entrada para este 6º dia de competição, 39 dos 50 países presentes neste Campeonato do Mundo já obtiveram medalhas. Fazendo uma síntese, os três primeiros classificados são: em 1º lugar a Grã-Bretanha com um total de 43 medalhas (20 de Ouro, 13 de Prata e 10 de Bronze), em 2º os Estados Unidos da América com 45 medalhas (20 de Ouro, 8 de Prata e 17 de Bronze) e em 3º a Ucrânia com 38 medalhas (18 de Ouro, 12 de Prata e 8 de Bronze). Portugal ocupa a 23ª posição com 6 medalhas 1 de Ouro, 2 de Prata e 3 de Bronze. Amanhã logo se verá…
 
Com estas contas, a 39ª posição é ocupada pela Croácia com 1 medalha de Bronze.
 
Lembramos que nos últimos Jogos Paralímpicos de Atenas em 2004, Portugal conquistou 3 medalhas, 1 de Prata e 2 de Bronze.

publicado por vitorinonuno1 às 10:14
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