Sexta-feira, 27 de Maio de 2005

JOGOS PARALÍMPICOS…IRONIA DO DESTINO OU UM HINO À VIDA

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JOGOS PARALÍMPICOS…IRONIA DO DESTINO OU UM HINO À VIDA


Mais uma vez se aproximam uns Jogos Paralímpicos, mais uma vez os corações dos atletas palpitam de ansiedade, lutando agora mais do que nunca, para carimbar o tão desejado passaporte que lhes garanta uma presença nesse evento tão especial que se realiza apenas de quatro em quatro anos.

Mas afinal o que são os Jogos Paralímpicos?
São o fruto da visão futurista e sonhadora de um homem que fugiu à morte e deu origem ao segundo maior movimento desportivo a nível mundial, depois dos Jogos Olímpicos.

Foi no seio da própria Alemanha que, anos antes dos extermínios em massa dos judeus, se criou um plano de eliminação generalizada dos deficientes que viria a funcionar como tubo de ensaio para os futuros campos de concentração. Quis a ironia do destino que um neurocirurgião alemão, judeu, especializado em reabilitar soldados que haviam ficado deficientes na II Guerra conseguisse escapar (!) e iniciasse no exílio, em Inglaterra, um movimento que culminaria com a criação dos Jogos Paralímpicos!

Gradualmente, de conquista em conquista, este movimento cresceu, deixou os pátios do hospital e internacionalizou-se. Em 1952, foi o Papa que numa encíclica abençoou aqueles 400 (para)atletas que, em Roma, sob o olhar de todos os que então partilharam aquele sonho, desfilaram sobre a pista de cinza do estádio, chamando a Guttmann o Coubertin dos deficientes

O Movimento Paralímpico passara do sonho à realidade, dava os seus primeiros passos em direcção ao desporto de excelência, abandonando o carácter da mera reabilitação e dando início a uma nova era em que qualidade e quantidade dos atletas e das modalidades praticadas não mais pararam de crescer.

Em 2000, Sydney testemunhou o auge supremo dos Jogos Paralímpicos em que o país dos boomerangs acolheu 125 países e cerca de 4000 atletas...
Da terra dos boomerangs (do retorno), haverá um regresso às origens em 2004 e acender se á de novo a chama em Atenas. E desta vez com a bênção do Olimpo, também os atletas, terão a esperança de se tornarem, ainda que por breves momentos, Deuses…

Envoltos nesta aura dos Jogos, atletas e treinadores trabalham dando cada vez mais, procurando corrigir aquele detalhe, eliminar aquela décima de segundo. Com muito suor e algumas lágrimas, umas mais doces que outras, entregam-se de corpo e alma para poder chegar ao grande momento com a certeza de que tudo fizeram para atingir os seus objectivos.

Porque ser-se atleta, atleta de alta competição, é isso mesmo: é lutar até ao limite;…é lutar para além do limite pelo mero gozo do desafio, pela satisfação de saber que se é capaz de ir mais além, de auto-superar-se. E mesmo que prémio final nem sempre seja a vitória, a tristeza de uma derrota é sempre mais suportável do que a incerteza de quem não teve sequer a coragem de tentar.

Heróis das pistas, dos estádios, das piscinas, gratos por estar vivos; felizes por fazerem o que mais gostam, levando a sua Bandeira aos lugares mais altos do pódio. Porque afinal, mesmo quando os olhos não vêem, ou quando as pernas se transformam em duas rodas, há sempre um coração que sente!

MARIA JOÃO MORGADO-- ATLETA DA GESLOURES--MESES ANTES DO INICIO DOS JOGOS

publicado por vitorinonuno1 às 10:53
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