Sexta-feira, 9 de Março de 2007

Vitória sobre a deficiência

---Como não sou muito bom a falar de mim, esta é minha ultima entrevista agradeço á Patricia Cintra e ao Gustavo Bom do Tal&Qual que me fizeram a entrevista---


Nuno Vitorino tinha 18 anos quando ficou tetraplégico, mas não esmoreceu. Tornou-se campeão de natação e foi pai. É técnico informático e dá palestras a explicar que a deficiência não um beco sem saída.

Há 12 anos, uma brincadeira entre amigos acabou mal. Mas o que podia ser um acontecimento demo­lidor para Nuno Vitorino, um amante do desporto e do ar livre, transformou-se num desafio que desde logo tentou superar.

Depois do acidente, Nuno começou, no ano 2000, a treinar natação na Ges­loures, uma empresa mu­nicipal que lhe abriu as portas para a alta competi­ção. Na altura, encarava a natação como um meio para atingir um fim: andar finalmente. Seis meses passaram e as pernas não respondiam. Nuno não es­moreceu. "O meu treinador disse-me que eu tinha muito jeito para a modali­dade e que devia passar para um nível de competi­ção mais elevado". Em 2001, conseguiu o apura-mento para o Campeonato da Europa, na Suécia, fi­cando em quarto lugar, naquela que seria a sua primeira prova como atle­ta de alta competição. "Acordava às cinco da manhã para treinar, depois ia trabalhar e voltava aos treinos no final da tarde". Em 2002, a Argentina abria as portas para o atle­ta português que conse­guiu um nono lugar que lhe garantiu a participação na grande prova em Atenas. Rapidamente, o so­nho de ir aos Jogos Para­límpicos tornava-se numa certeza e no final da prova internacional, em 2004, Nuno trazia para casa uma medalha de prata e bronze. O sonho tinha-se concretizado.

A ligação de Nuno com o desporto vem de longe. Aos quatro anos começou com a natação, mais tarde o full contact e chegou a praticar bodyboard, já mesmo depois do aciden­te. E o atleta não fica por aqui: "gostava ainda de praticar outros desportos, talvez agora me dedique à vela e adorava experimen­tar o ski".

Diz o poeta, que o sonho comanda a vida, e é verda­de. Vencidos os paralímpi­cos, Nuno queria ser pai. No final do ano passado o nascimento da Ana Caroli­na, marcou o fim da carrei­ra na alta competição. "Queria ter mais tempo para a minha família" dis­se. Mas nem por isso deixa de estar ligado à Federação.

Palestras

Em 2005, fez a sua última prova como atleta de alta competição na República Checa. Desde então, per-corre o país a dar esperança a pessoas com deficiências recém adquiridas. Dá formações e palestras no Cen­tro de Medicina de Reabili­tação do Alcoitão, escreve para os jornais e ainda tem um blogue (http://natacaoadaptada.blogs.sapo.pt) onde entra em contacto com "pessoas que ainda têm dúvidas, medos e pre­conceitos sobre a vida numa cadeira de rodas". Não lhe faltam convites para falar da deficiência em escolas, participar em teses de mestrado, nem tão pou­co para mostrar, através de séries de ficção, que a vida não acaba por causa de uma incapacidade. Colabo­rou na novela "Morangos com Açúcar", onde deu apoio à personagem `Sam' interpretada por Nuno Ja­neiro, "um aluno que tem urna deficiência física mas que pratica natação na escola". Antes disso já tinha colaborado na novela "Mis­tura Fina", onde uma per­sonagem encarnava um atleta paralímpico.

Aos 30 anos, Nuno con­cilia o desporto com a car­reira de técnico de informá­tica na Câmara de Lisboa. A sua vida rege-se por um lema: "Mesmo quando não estamos no auge, somos re­conhecidos pelo que já fize­mos. As conquistas nunca se perdem, o importante é acreditar e lutar".

Nove anos a criar campeões

0 projecto Super Atleta começou em 1998. Para além de preparar os atletas para os Jogos Paralímpicos, pretende sensibilizar a sociedade e mobilizar a opinião pública para assistir e apoiar as competições de atletas deficientes, an­gariar meios e apoios para as competições nacionais e in­ternacionais, e informar e formar as pessoas para a im­portância do desporto como forma de inclusão social. Este projecto é apenas um dos que a Federação desenvolve. Para Jorge Carvalho, chefe da Missão Paralímpica, "há um grande valor a transmitir que é a valorização da pessoa com deficiência e a sua inserção sócio-profissional".

Nove anos volvidos sobre a ideia inicial, a aposta feita pela FPDD no projecto Super Atleta já começou a dar fru­tos. E muitas figuras públicas têm vindo a empenhar-se neste projecto. Entre os embaixadores paralímpicos estão nomes como Rosa Mota, Luís Figo, Rui Costa, Eusé­bio, Carlos Lopes, Ruy de Carvalho, Catarina Furtado ou Belmiro de Azevedo.

Contactos: 
Federação Portuguesa de Des­porto para Deficientes. www.fpdd.org. Tel. 219 379 957.

Secretariado Nacional para a Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência. www.snripd.pt. Tel. 217 929 596.

Blogues: http://natacaoadapta­da.blogs.sapo.pt

IN: TAL&QUAL de 09.03.2007 Jornalista Patricia Cintra Foto: Gustavo Bom

publicado por vitorinonuno1 às 13:21
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2 comentários:
De david a 12 de Março de 2007 às 14:11
bom desejo.t os parabens ta muito fixe a entrevista!!!!!!! um grande abraço! e bjx
De Pedro a 21 de Março de 2007 às 11:49
O meu famoso amigo nuno no seu melhor este homem está em Hollyood não tarda. Um abich... assim tem futuro.
Grande Nuno um grande abraço.

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